domingo, 11 de janeiro de 2009

Conforto

O que deve ser feito?
Não sei se vejo coisas, ou ando sozinho demais...
Se tenho um dom divino,
Ou se a paranóia me tomou... Mesmo sóbrio.
Eu quero fumar os cigarros até ficar tonto,
Mas minha garganta pede misericórdia,
Antes da menor sensação.
Eu sinto frio,
Ao mesmo tempo que minha pele está queimada.
Eu quero o silêncio,
Quero um silêncio absoluto em todo o mundo,
Mas eles falam,
As crianças gritam,
Os bêbados riem,
Os viciados correm,
Os amantes gemem,
E eu quero o meu silêncio!
Quero o meu tempo parado!
Mataria todos por isso.
Chego ao ponto de nunca estar satisfeito,
E não faço a mínima idéia do que fazer...
Do próximo passo...
O próximo estímulo.
Não sei se penso em você porque gosto de você,
Ou se é porque não tenho mais em quem pensar.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Desejo

Antigamente era mais fácil dormir,
Eu pensava e sonhava, acordada ainda,
Em todas as coisas que queria pra mim.
Só em ver e pensar, a loucura me vem,
Me sobe à cabeça.
O desejo era absoluto, de tudo e todos,
Que se hoje eu acordava com um deles,
Amanhã sonhava com outros.
E agora, o que me resta?
Não sei se estou doente, paranóica,
Ou apenas com uma alma apagada.
Eu nem sei mais o que fazer,
O que escrever,
Além de historinhas de ficção,
Que escrevi sem nem mesmo viver,
Frutos da minha imaginação.
Mas agora sim, eu já sei,
Tenho certeza,
Com todas as coisas que fazia,
E não tenho mais feito,
As sanguessugas estão furiosas comigo.
Meu corpo dói, e minha mente agitada,
Tudo que mais quero é uma boa noite de sono,
Com sonhos bons,
Um sonho longo e bom, sem ser interrompido.
Sem dor alguma, tragédias também,
Nenhum cansaço, banalização,
Quando eu sorrir, eles acreditarão,
Quando o amor chegar, eu não serei o cupido,
Ele chegará e me mostrará alguém irresistível.
Um sonho longo e bom sem ser interrompido,
Pra quando eu acordar, agüentar todo o dia de novo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Falta-me um rim.

Maínha, eu acho que não vou voltar pra casa pro jantar.
É que eu conheci uma menina arretada, ela me disse assim:
‘baiano, eu não vou controlar. Se eu te agarrar, é porque estou bêbada.”
Daí, maínha, olha só o que ela fez comigo! Seu filho! Se perdeu de vez...
Ela passou por mim, no meio da noite, olhou, olhou, olhou, olhou,
E fez questão de olhar de novo,
Mas render que é bom...
Nada.

Eu entrei num quarto escuro, procurei onde sentar,
Achei que ia me dar bem, nessa noite vai rolar.
Eu aceito um streap tease, uma calcinha comestível,
Um fundo com fuck music, um ménage a troi.

Maínha, eu acho que não vou voltar pra casa pro jantar.
Eu cheguei bem perto dela, perguntei como é que é,
Se ela gosta de um pretinho, que faz O acarajé.
“Ah, eu até gosto sim, mas engorda que é um horror,
Bebe aqui essa bebida, eu vou ali, mas já volto!”
Daí, maínha, eu fiz como ela mandou, e tudo escureceu, eu fui caindo, caindo.
E nem me lembro mais, o que aconteceu,
Mas sexo que eu queria...
Nada.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal

O que eu não entendo é:


-Por que as crianças não podem ser iguais as dos filmes de natal?
(agora mesmo tem uma criança no parquinho do prédio, de baixo da minha janela, gritando desesperada e chorosamente querendo atenção.)
Porra, elas podiam tentar imitar... só hoje né?

-Por que só as crianças boas ganham presente? Isso é exclusão social, po.
Até porque o conceito de bom e mau é muito relativo...

-Por que as pessoas insistem em lembrar que é natal?
Eu já sei! Não tem como esquecer!
Dormir com a cortina aberta /impossível. Vou acabar tendo uma crise convulsiva com todas essas luzes piscando.
E os canais de televisão?!
Coloco no Warner os Friends tão trocando presentes na árvore de natal... Coloco na Fox o Bart colocou fogo, sem querer, nos presentes da familia Simpson toda... Coloco na Sony até Will and grace tão no natal.
Ingenuamente coloquei no Cartoon achando que estaria passando Pernalonga ou Tom & Jerry, mas NÃO! Eles tem um especial de natal, olha só! horas e horas e horas seguidas de desenhos com temas natalinos!!!
Isso porque eu não tenho os canais pornôs... Mas imagino que esteja sendo algo do tipo... Fantasia de mamãe noel... Ou algo assim.
E é TV a cabo! Se eu dependesse do canal aberto ia ver a xuxa vestida de freira mor!
Tipo, não posso deixar de elogiar o TNT, porque virei minha noite do dia 24 pro dia 25 vendo Tróia!
Já tinha visto esse filme, mas fiquei tão contente por não ter nada a ver com natal que vi de novo!


-Por que aqueles parentes que você nem sabia que existiam surgem no natal? Tudo bem o boato de que natal se troca presentes, mas nunca ouvi que é para desenterrar os mortos.
Se é pra comer junto, até topo, mas sem ser na minha casa e algo sem carne(frango,peixe,porco,peru,suamae) e com muita bebida... Muita.
u.u

-Seja sincero, você realmente se comove com aqueles cartões de natal que as pessoas mandam pra todos os amigos do orkut/ contatos do email/ do msn?
Não. Não comove, todos sabemos que, ou é um cartão automático pra todos os contatos, ou é vírus. E por segurança você nunca abre. =]

ahhhh, natal pro inferno!
se bem que... tem uma coisa que eu adooooro do natal.. =}
http://www.youtube.com/watch?v=zvuVDicJ2m4
AUHUAHUAHUAHUHAUHAUHAUHA adoray.

Anyway
Feliz desculpa capitalista pra aumentar o consumismo no fim do ano e aproveitar o 13º da classe operaria.
=]

Que venha o ano novo! Que é beeem melhor que natal porque ninguém tá nem aí pro nascimento de gsus ou comer com a familia! Nego qué é viajar com os amigos e encher a cara!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Digamos que eu tenha aceitado o destino. Que eu entenda a lei natural.
Digamos que meu choro é saudade e não raiva, que antes eu deixava confundir.
Digamos que eu tenha esquecido de você em alguns momentos, e que novos hábitos criei.
Digamos que eu esqueci completamente a sensação de te tocar... E que às vezes esqueço-me do seu jeito.
Digamos que esqueceria como você é se não tivesse o que me lembrar...
Mas eu digo que nunca esqueci o seu tipo de espírito... Porque ele se impregnou no meu profundo.
Um momento bom pode salvar um dia ruim, e antes, todos os meus dias eram salvos por você.
Meus dias não são mais salvos.
Digamos que isso me atormenta...
Mas, mais que isso só a idéia de fim absoluto, que eu insisto em descrer.
Digamos que eu esteja pedindo... Paciência,
Que eu esteja pedindo que me espere.
Porque, digamos que um dia, não sei como, não importa os meios...
O resultado é sempre igual... Para todos desse lado.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Gosto como gosta,
como posa,
como fala,
como faz.
Gosto do nada,
do tudo,
do alto,
o baixo,
e nada mais.
Gosto de pouco,
mas já gosto muito.
Mal conheço,
e me pego pensando,
insistentemente,
em um primeiro beijo.
Mas me vejo inteira
caso o desejo
fique guardado.
Vejo-me na mesma.
E depois de tanto tempo
menosprezando tudo e todos,
vazia por dentro,
como pôde?
E quando as palavras,
que elogiavam ou banalizavam,
já não faziam efeito algum.
Quando me vi livre disso de vez!
Da melhor maneira de viver o mundo,
só, sozinha, sem ninguém.
Como pôde mexer comigo?
Como pôde me trazer de volta
a um mundo complexo demais...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Desconforto

s. m.,
falta de conforto;
desânimo;
desalento;
desconsolação.




Meu desconforto não é o seu,
assim como o seu não é meu.
Sequer pode ter noção do que é pra mim,
já que o que eu sinto você jamais saberá
como eu.
Eu gostaria de saber como sente,
mas alegro-me por sentir só o que já sinto.
Porque o meu limite já parece-me muito.
Sua presença me incomoda,
assim como olhares atenciosos.
Sua consciência me importuna, confesso,
e o que pensará.
Sei que eu que deveria postergar o que não me favorece,
sei que o valor próprio deve sempre ser o maior.
Antes morte do que a desonra,
Antes distância à intimidade,
Antes não enxergar
do que enxergar um futuro
em que não se vê nada.
Escolho solidão ao desconforto,
Solidão à você.